imaginário de um rio entre pedras
viajando de acaso a acaso
signo da sina sem nome
a fluir entre margens incertas
onde canta a melodia
do desencanto de viver
escrevi o mesmo livro
a vida inteira
o crepúsculo cai sobre a cidade
e um frescor sombrio me invade
crianças voltam da escola
o crepúsculo desenha no horizonte
um céu vermelho vivo a vida toda
o mesmo ciclo de acasos e ocasos
a cidade banha-se de sombras
embaçando o arvoredo e a passarada
as pessoas vão descansar
para outra aurora
o vício
de viver dia após dia
a vida agora vida afora (a agonia)
a mesma sina a mesma estrada anoitecida
banhada de tristeza e salpicada
parcamente por um pouco de alegria
muito breve muito leve e fugidia
wilton cardoso
Escrito por wilton às 13h02
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