POEMAS


o eco é a sombra sonora

daquela voz aurora

daquela voz outrora

daquela voz canora

que chora o herói morto

e celebra o mito vivo

renascido ao infinito

 

daquela voz agora

só sobra a sombra   o oco

do eco perdido da voz

no rio sem fonte e sem foz

de uma boca que se evola

 

      wilton cardoso



Escrito por wilton cardoso às 16h09
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a cidade se oferece ao olhar

que a fita   fixa   de um lugar

horizonte desdobrado na imanência

do espaço indiferente em que se movem

olho e paisagem

                              miragem

                                                sensação

mirada de um ponto que se arrisca

e precipita-se na linha movediça

do acaso     a perder de vista

 

olhar é um jogo de azar

 

                        (Wilton Cardoso)



Escrito por wilton às 12h46
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